Marcos d'Ajuda
30 setembro 2017
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ATLETAS?

A evolução das tecnologias de detecção de substâncias químicas proibidas no esporte de alta performance continua a derrubar máscaras, revelando para o mundo a face oculta de infames trapaceiros. Após os rumorosos escândalos de doping de um famoso ciclista americano, de vinte e sete atletas olímpicos russos (com a conivência de treinadores e do governo de Moscou) e dos casos de uma fundista e uma velocista brasileiras, ambas com índice olimpico, o COI (comitê olímpico internacional) divulgou que trinta e um atletas, de doze nacionalidades e seis modalidades olímpicas, que participaram das Olímpiadas de 2008, em Pequim, foram flagrados com o uso de substâncias químicas ilícitas. Segundo o órgão que coordena o esporte mundial, em breve será efetuado o mesmo procedimento de reanálise nas amostras coletadas nos atletas nas Olimpíadas de 2010, realizada em Londres. A expectativa é que o número de casos de doping sejam ainda maiores. Infelizmente, enquanto os órgãos de fiscalização aperfeiçoam as técnicas para a detecção de substâncias ilícitas já conhecidas, laboratórios a serviço da trapaça se esforçam para criarem substâncias químicas que não sejam detectadas pelos atuais exames antidoping. Devido a esta prática sórdida, o COI arquiva por dez anos as amostras coletadas dos atletas de elite para que possam serem reanalisadas em testes atuais, capazes de detectarem o doping indetectável no passado. Agora, corredor de rua, imagine que se nas competições internacionais, sob os holofotes da mídia mundial, ocorrem estas fraudes, pense no que pode estar acontecendo acontecendo nestes eventos de corrida de rua realizados pelo Brasil, onde não há nenhuma fiscalização? Por isto, amigos corredores de rua, não permitam que a sua mente alimente o seu corpo com pensamentos contraditórios as suas reais capacidades. Utilize a sua sabedoria para entender que a corrida de rua é por essência uma prática individual. Portanto, não se frustre com os seus resultados, não se compare a ninguém de seu grupo e nem mesmo se cobre por conquistas absurdas exigidas pela mente. Aceite as suas fragilidades, se respeite, nunca utilize substâncias químicas indicadas por parceiros de treino para potencializar as suas incapacidades, pois o aumento de suas capacidades devem ocorrer naturalmente, de acordo com a sua própria evolução física e mental. Não trapaceie a si mesmo. Pratique corrida de rua como um estilo de vida saudável, lúdica, limpa, descontraída, consciente e responsável, sempre para se divertir. Enquanto estiver treinando tenha em você mesmo a sua melhor companhia. Compreenda que a tríade perversa tempo x distância x velocidade são grandezas de competição com as quais devem se preocupar os verdadeiros atletas, indíviduos que tiveram corpos e mentes preparados desde a puberdade, mas que tendo que impressionar patrocinadores com portentosas marcas e recordes, sem a capacidade física necessária para manter a alta performance de forma natural, infelizmente, acabam por se sujeitarem a atitudes totalmente insidiosas e incondizentes com o espírito esportivo. Antes, renomados atletas de elite em busca de recordes. Agora, comprovadamente, indivíduos rumo ao esquecimento como esportistas para serem lembrados como meros trapaceiros.


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