Marcos d'Ajuda
09 julho 2017
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A TEORIA DO PONTO M

Embora tenha como finalidade a busca do prazer na prática de atividades físicas individuais, a teoria do Ponto M, e de suas variantes In (I) e Out (E), desenvolvida por mim, não tem absolutamente nada a ver com outro famoso ponto seguido por consoante. Para que se pratique corrida de rua é fundamental que se tenha motivação, a qual, por definição, é um impulso que faz com que os indivíduos, dando o melhor de si, ajam para alcançar seus objetivos. O Ponto M é o tipo de motivação aplicada pelos indivíduos em sua prática de corrida de rua. Os conceitos insipientes desta teoria começaram a surgir através de descontraídas conversas com corredores de rua durante minhas visitas a, praticamente, todas as capitais brasileiras. Notei que, dependendo dos objetivos a serem alcançados com os treinos de corrida de rua, cada indivíduo alicerçava a sua motivação no modo exterior (Out) ou interior (In). Comecei a perceber que os praticantes de corrida de rua “out”, por aplicarem aos seus corpos o limite do bom senso, tem muito mais possibilidades de de se desmotivarem. Como encontram a motivação em grupos de treino, parceiros, eventos de corrida de rua, revistas especializadas, suplementos químicos, acessórios, desafios e tudo mais que possa ocorrer no mundo exterior, acabam exigindo além de suas possibilidades físicas, mentais e, até mesmo, financeiras. Suas mentes geram expectativas incondizentes com as suas reais capacidades. Conforme estes fatores motivacionais deixam de existir individualmente, os alicerces da motivação começam a serem minados pela dúvida, fazendo com que a incerteza inicie uma curva descendente de desmotivação que, não raras vezes, poderá ocasionar o abandono gradativo dos treinamentos e consequente incômodo emocional. Sem que consigam perceber, acabam se tornando coadjuvantes dos interesses do mercado de consumo atrelado a sua atividade física predileta. Indivíduos com o Ponto M “in” são os que estão em constante sintonia consigo mesmos. Buscam dentro de si próprios as razões para a prática de corrida de rua sem cansaço, dor e, obviamente, sem sofrimento. Valorizam o presente lembrando do passado de hábitos que os conduziam por caminhos tortuosos do abandono de si mesmos. Equilibrados, sem depender de nada e de ninguém, sem a necessidade de provações espetaculares, estão sempre dispostos a continuarem fortalecendo os seus alicerces de qualidade de vida baseada em atitudes positivamente saudáveis. Estes indivíduos, que se deliciam com a geografia dos treinos, assumem o papel de protagonistas de suas próprias histórias na prática de corrida de rua. Enquanto os praticantes “out” encaram a corrida de rua como um esporte de resultados para competir no mundo exterior, os adeptos “in” a praticam como um estilo de vida para divertir o seu universo interior. Para estes a prática de corrida de rua se converte na possibilidade da alegria e paz de espírito antes, durante e após os treinos. O assunto é complexo, acredito que bastante interessante, e renderia muitas linhas, parágrafos e capítulos. Contudo, ainda que um pouco extenso, espero ter conseguido sintetizar a compreensão do Ponto M e de suas variantes, e, assim, ter contribuído para que você se conheça um pouco melhor e, desta forma, possa dar continuidade aos seus treinamentos de corrida de rua do seu jeito.


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